• Câmara Municipal de Oeiras - Museu da Pólvora Negra/Fábrica da Pólvora de Barcarena

    Câmara Municipal de Oeiras - Museu da Pólvora Negra/Fábrica da Pólvora de Barcarena

    Integrado no Complexo da Fábrica da Pólvora de Barcarena, o Museu da Pólvora Negra está instalado no edifício da antiga Casa dos Engenhos, o mais antigo do complexo e aquele onde funcionaram os primeiros engenhos de galgas utilizados para o encasque da pólvora negra. Com uma área de 260 m2, o Museu da Pólvora Negra divide-se em quatro salas, que estruturam o discurso expositivo em quatro núcleos temáticos: A Invenção, difusão e composição da pólvora; - Os primórdios do fabrico da pólvora em Barcarena e a produção de armas nas Ferrarias d’El Rei fundadas por D. João II; - A reinauguração da Real Fábrica da Pólvora de Barcarena, em 1729, e o Engenho de Galgas;- A actividade da Fábrica nos séculos XIX e XX e a criação da Cooperativa de Responsabilidade Limitada – Sociedade de Crédito e Consumo do Pessoal da Fábrica da Pólvora de Barcarena
    A Fábrica da Pólvora de Barcarena foi crescendo ao longo do tempo e, sofrendo acréscimos e transformações, próprios da evolução dos tempos e da maior ou menor necessidade de pólvora .Em 1995 a Câmara Municipal de Oeiras adquire as instalações transformando-a num complexo aberto a todos, em 1998, onde estão instalados alguns serviços da CMO, vocacionando para actividades culturais, lazer e divertimento.

  • Fundação Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado

    Fundação Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado

    A Fundação Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado (FMNF) foi criada pelo Decreto-lei nº 38/2005 de 17 de Fevereiro, tratando-se de uma pessoa coletiva, de direito privado, com duração indeterminada, tendo sido reconhecida de utilidade pública para efeitos do disposto no Decreto-lei nº 460/77 de 7 de Novembro.
    Sendo herdeira e continuadora das ações que, na área da museologia ferroviária e da gestão do património ferroviário, a REFER e sobretudo a CP têm vindo a desenvolver, a FMNF tem por Missão o estudo, a conservação, valorização e promoção do património histórico, cultural e tecnológico ferroviário português e por Objetivo Específico a instalação e a gestão do Museu Nacional Ferroviário, bem como a concetualização, dinamização e gestão dos vários Núcleos Museológicos.
    Os principais Objetivos Estratégicos da FMNF consistem, assim, na continuação da implementação e dinamização do Museu Nacional Ferroviário na cidade do Entroncamento, na inventariação, tratamento, recuperação e garantia de acesso público à coleção museológica e de arquivo, na gestão dos vários Núcleos Museológicos dispersos pelo país, bem como no desenvolvimento e gestão do Centro Nacional de Documentação Ferroviária.

  • Fundação EDP

    Fundação EDP

    O MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia será a peça central da área de 38 mil metros quadrados que a Fundação EDP ocupa na margem norte do rio Tejo. Aqui, a icónica central elétrica do início do séc. XX e o novo edifício, concebido pelo atelier londrino Amanda Levete Architects, convivem e oferecem uma programação cultural variada. A Central Tejo moderniza-se, mantém a vocação para a ciência e passa a ter quatro galerias. O novo edifício contempla também quatro espaços expositivos num total de cerca de 3 mil metros quadrados.

  • Câmara Municipal de Alcobaça

    Câmara Municipal de Alcobaça

    O Município de Alcobaça é uma pessoa colectiva territorial dotada de órgãos representativos, visando a prossecução de interesses próprios da população respectiva, para o que dispõe de atribuições, designadamente nos domínios do património, cultura e ciência.

    Base legal:
    Artigos 235º, n.º 2 da Constituição da República Portuguesa e artigo 13º, n.º 1, alínea e), da Lei n.º 159/99, de 14 de Setembro.

  • Câmara Municipal de Torres Novas

    Câmara Municipal de Torres Novas

    O Município de Torres Novas é uma autarquia local, localizada no distrito de Santarém.
    A missão do Município consiste em “desenvolver iniciativas materiais e imateriais com vista a atrair empresas e pessoas de forma ordenada, sustentável e com qualidade, bem como garantir uma prestação de serviços ao munícipe em condições de eficiência, eficácia e economicidade”.
    A organização, estrutura e funcionamento dos serviços do Município de Torres Novas orientam-se pelos princípios vertidos no artigo 3.º do Decreto – Lei n.º 305/2009, de 23 de Outubro: “Princípio da unidade e eficácia da acção, da aproximação dos serviços aos cidadãos, da desburocratização, da racionalização de meios e da eficiência na afectação de recursos públicos, da melhoria quantitativa e qualitativa do serviço prestado e da garantia de participação dos cidadãos, bem como pelos demais princípios constitucionais aplicáveis à actividade administrativa e acolhidos no Código do Procedimento Administrativo”.

  • Museu Hidroeléctrico de Santa Rita - Fafe

    Museu Hidroeléctrico de Santa Rita - Fafe

    A Câmara Municipal de Fafe, entidade proprietária, decidiu musealizar as instalações,da antiga central hidroeléctrica de Santa Rita no rio Vizela, em meados da década de 1980, constituindo um museu regional de electricidade, o primeiro do seu género no país.

  • Câmara Municipal do Cartaxo

    Câmara Municipal do Cartaxo

    Situado a cerca de 60 Kms de Lisboa, o Concelho do Cartaxo confina a norte com os concelhos de Santarém e Azambuja, a sul com os concelhos de Azambuja e Salvaterra de Magos, a nascente com os concelhos de Santarém e Almeirim, e a poente novamente com o concelho de Azambuja.

    Ao longo dos últimos anos o Município do Cartaxo tem investido fortemente numa rede de infraestruturas e equipamentos que cobrem praticamente todas as áreas: Educação, Saúde, Rede Viária, Abastecimento de Água, Saneamento, Infraestruturas de Desporto e Lazer, Equipamentos de Apoio à Atividade Económica, Recuperação de Património, entre outros.

  • Museu Natural da Electricidade de Seia

    Museu Natural da Electricidade de Seia

    O Município de Seia inaugurou a 11 de Abril de 2011 o Museu Natural da Electricidade, espaço museológico que nasce a partir da centenária central hidroeléctrica do Nossa Senhora do Desterro em São Romão - Seia, e que resultou de uma parceria entre a EDP Produção (proprietária da central) e o Município de Seia. Essa parceria levou à execução de um projecto museológico cujo programa estabeleceu a recuperação do edifício da antiga central hidroeléctrica da Senhora do Desterro para Museu Natural da Electricidade enquanto espaço pedagógico, dinâmico e aberto, que pretende divulgar o património tecnológico, natural, social e cultural que lhe está associado.

  • Câmara Municipal de Serpa

    Câmara Municipal de Serpa

    Em finais da década de 90 do século passado, o Plano de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Serpa preconizou uma intervenção orientada para a recuperação física do centro histórico da então vila, hoje cidade, defendendo dinâmicas de desenvolvimento com base em duas linhas mestras – a música e o património. Uma aposta clara na Cultura como motor de desenvolvimento sustentável.
    Desde então tem vindo a ser consolidada em Serpa uma estratégia de desenvolvimento assente na valorização da Cultura, nomeadamente da música e da preservação da memória coletiva, no que toca ao cante alentejano e a outras expressões musicais populares. Neste quadro, foi criado o Musibéria – Centro Internacional de Músicas e Danças do Mundo Ibérico. Inaugurado em 2011, o Musibéria pretende difundir internacionalmente, através de atividades educativas e culturais, a música e a dança de ascendência luso-espanhola existente em todo o Mundo.
    Trata-se de um centro de formação, investigação e divulgação de música e danças, integrando quer formação especializada, quer atividades direcionadas para o público. Acresce a promoção de eventos culturais diversos como concertos, exposições, conferências, produção de materiais didáticos, etc.

  •  Ecomuseu Municipal do Seixal / Núcleo Mundet

    Ecomuseu Municipal do Seixal / Núcleo Mundet

    A partir de finais do século XIX, a margem sul do rio Tejo tornou-se um importante polo de desenvolvimento da indústria corticeira portuguesa. O Seixal, bem como os concelhos vizinhos, assumiu um papel particularmente relevante nesta industrialização e, em meados do século passado, o Município registava um número restrito de grandes fábricas de indústria transformadora, tornando-se um caso singular comparativamente com outros casos de concentração de produção industrial corticeira verificados no distrito de Setúbal.
    Em atividade no Seixal, entre 1905 e 1988, a ampla ação da Mundet & C.ª, Lda., que se desenvolvia diretamente do produtor ao consumidor, a grande variedade dos produtos fabricados – sobretudo no sector rolheiro e decorativos – mostra bem a importância económica desta produção (vocacionada sobretudo para a exportação) e o grau de perfeição e progresso técnico atingidos pela indústria no Concelho.
    Por outro lado, a grande concentração de mão-de-obra de trabalhadores que, direta ou indiretamente, laboraram em torno da cortiça: produtores, população rural corticeira, industriais, engenheiros, mestres e operários (em 1947, a Mundet empregava nas suas fábricas no Seixal, 2269 operários corticeiros), empregados de escritório, pessoal ocupado nos fretes terrestres e marítimos, agentes comerciais e exportadores, entre outros, ascendendo a milhares de pessoas empregadas no sector corticeiro, representando um elevado número de famílias residentes no Município cuja subsistência dependia da exploração da cortiça. A indústria corticeira assumiu assim grande importância no desenvolvimento económico, social, político e cultural do Seixal, dando origem a uma das mais fortes comunidades corticeiras do país e encontrando-se na génese daquelas que constituem atualmente importantes referências culturais e identitárias para o Município.
    Com a deslocalização dos grandes interesses corticeiros para o norte do país, a partir da década de 1980 a desindustrialização tornou-se irremediável.
    Desde a municipalização da Mundet (1996), o Edifício das Caldeiras Babcock & Wilcox – património imóvel e integrado – tem sido museologicamente gerido pela Câmara Municipal do Seixal, reportando à unidade orgânica correspondente à Divisão de Património Histórico e Museus - Ecomuseu Municipal.
    Após obras de conservação e de musealização, em 1998 o Núcleo da Mundet do Ecomuseu Municipal do Seixal iniciou a sua abertura regular ao público, no Edifício das Caldeiras Babcock & Wilcox. Em 2000, depois de obras de requalificação, abriu também ao público o Edifício das Caldeiras de Cozer, que lhe fica próximo. Estes antigos espaços industriais constituem atualmente as áreas expositivas do Núcleo da Mundet, para o qual foram definidos os seguintes objetivos específicos:
    • a divulgação da história e a transmissão das memórias da antiga fábrica, do núcleo urbano antigo do Seixal e das comunidades do Concelho e da região;
    • a preservação, o estudo, a interpretação e a comunicação do património industrial, nomeadamente do acervo incorporado e museologicamente gerido;
    • a promoção e a valorização do universo da cortiça na atualidade, nos contextos nacional e internacional, no sentido de alargar o espectro de públicos motivados para o conhecimento das suas realidades e do património cultural corticeiro.
    A Câmara Municipal do Seixal tem vindo a preservar o conjunto, arquitetura e o equipamento integrado, de forma a potenciar a sua conservação e integridade física, mas também o reconhecimento, interpretação e transmissão do potencial intangível ligado às memórias e marcas inscritas no espaço, como contexto industrial, técnico e tecnológico singular.
    A conservação e a valorização deste importante património industrial energético da Mundet, conservado in situ, visitável no seu contexto e inserido numa antiga unidade industrial corticeira patrimonializada, potencializa programas e iniciativas de natureza científica que podem proporcionar experiências e vivências contribuindo para o aumento do conhecimento e divulgação do universo cultural ligado ao mundo do trabalho, à indústria e tecnologia e ao património histórico energético.


  • Associação Centro de Ciência Viva do Lousal / Museu Mineiro do Lousal

    Associação Centro de Ciência Viva do Lousal / Museu Mineiro do Lousal

    Associação do Centro de Ciência Viva / Museu Mineiro do Lousal é a responsável pela gestão e dinamização de todo o projecto do Lousal que reúne todas as potencialidades para tornar-se um verdadeiro pólo de dinamização com três vertentes:
    Cultura: graças à preservação e reabilitação do património mineiro (nas suas componentes de arqueologia e história mineira, de história geológica e de arqueologia industrial);
    Científica: graças ao estudo e à divulgação que se pode fazer desse património, nomeadamente através de um Centro de Documentação/Arquivo a criar anexo ao Museu, e das publicações do mesmo;
    Pedagógica: graças à possibilidade que pela primeira vez se oferece ao público português, em especial aos estudantes e outros interessados, de tomar contacto com o universo das minas, da mineração e dos Mineiros.
    O projecto do Lousal é então uma infra-estrutura de carácter sociocultural de que a região e o país carecem. E se é certo que se trata de uma iniciativa de âmbito local não é menos verdade que o alcance que terá excede em muito a região do Lousal e diz respeito a todo o país.
    A musealização de um espaço mineiro assume, pois, uma dupla importância: para a população local, pela oportunidade de redinamização socioeconómica e pela reabilitação de um património sempre presente no quotidiano dos habitantes e nas suas representações mentais, nomeadamente afectivas; e para os visitantes que têm uma apetência pelo universo mineiro, já pelo conhecimento dessa realidade, já pela sedução por esse mundo desconhecido e obscuro feito de mistérios em que tudo se passa nos subterrâneos.

  • Museu do Carro Eléctrico

    Museu do Carro Eléctrico

    O Museu do Carro Eléctrico assume como sua missão preservar, conservar e interpretar, em benefício do público, espécies e artefactos ilustrativos e representativos da história e desenvolvimento dos transportes públicos urbanos sobre carris da cidade do Porto. Através da investigação e da exposição das suas colecções, da organização de exposições e programas de índole cultural o Museu do Carro Eléctrico proporciona aos seus públicos a oportunidade de aprender, experimentar e conhecer de perto a história, o desenvolvimento e o impacto sócio-económico dos transportes públicos sobre carris da cidade do Porto.

    Através dos seus serviços, os públicos podem usufruir de experiências enriquecedoras e, simultaneamente emocionantes, assim como podem estudar e observar mais profundamente as suas colecções. Para isso, estão disponíveis ao público, mediante marcação, os Serviços Educativos, o Serviço de Gestão de Colecções e um Centro de Documentação dedicado à história da cidade do Porto e ao desenvolvimento dos transportes urbanos

  • Museu de Electricidade Casa da Luz

    Museu de Electricidade Casa da Luz

    Em 14 de Abril de 1952, é publicado o Decreto-Lei nº. 38 722, que atribui à Comissão Administrativa dos Aproveitamentos Hidráulicos da Madeira – CAAHM – a tarefa da produção, transporte e distribuição de energia eléctrica a toda a ilha, alargando as funções que lhe estavam cometidas até àquela data. Por Decreto-Lei nº. 12/74, de 17 de Janeiro a CAAHM é transformada em Empresa Pública, sob a denominação de EEM – Empresa de Electricidade da Madeira, EP, e em 24 de Fevereiro através do Decreto-Lei nº. 31/79, o Governo Regional procede à sua regionalização.
    Em 1989 procede-se à desactivação da Central Térmica do Funchal pioneira para a iluminação da cidade através da luz eléctrica.
    Em Janeiro de 1997, a EEM, iniciam-se as obras de reconversão da central para museu e ainda nesse mesmo ano, a 23 de Novembro, abre ao público o Museu de Electricidade Casa da Luz.

    O acervo do Museu - está informatizado. É constituído actualmente por 1700 objectos.
    O Centro de Documentação tem a informação organizada – projectos, legislação, documentos históricos, fotografias e bibliografia é o local por excelência, para o estudo e investigação do sector eléctrico.
    As reservas - estão localizadas na cave do museu e ocupam um espaço de cerca de 250 m2.
    Exposições temporárias
    O Museu possui um espaço reservado às exposições temporárias de artistas plásticos, quase sempre locais, que trazem ao Museu a sua comunidade. Como complemento ao espaço museológico existe um auditório com capacidade para 148 pessoas, sendo um local de discussão de temas ligados à sua temática ou a aprofundamento de assuntos de interesse colectivo. Ao longo do tempo têm sido realizados, colóquios, congressos e outras actividades, que têm proporcionado uma estreita ligação da Empresa com diversos sectores da ilha, preferencialmente o educativo.


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  • Câmara Municipal de Tomar - Museu da Levada

    Câmara Municipal de Tomar - Museu da Levada

    A Levada de Tomar é um conjunto patrimonial de elevado valor histórico constituído, para além da levada propriamente dita, pelo património arquitetónico e arqueológico dos antigos moinhos e lagares de azeite da Ordem de Cristo e pelo património técnico e industrial - imóvel, móvel e integrado - da Fundição Tomarense e das antigas instalações industriais da empresa Mendes Godinho - as moagens A Nabantina e A Portuguesa e a Central Elétrica.
    Com projeto de arquitetura do ateliê Cândido Chuva Gomes, a Levada de Tomar está a ser objeto, desde 2011, de uma empreitada promovida pela Câmara Municipal de Tomar, para requalificação e conversão em complexo cultural e museológico.
    Este projecto do Museu da Levada destina-se à planificação e programação de uma entidade museal integrada no processo de desenvolvimento científico, cultural, educativo e social do território de Tomar e de dinamização da economia e do turismo local.
    O Museu da Levada abarcará as temáticas da indústria e da técnica, da ciência e tecnologia, do trabalho, da energia, da produção oleícola, da moagem, da alimentação, do ambiente e da sustentabilidade. Constituirá um centro de conhecimento da região templária e da Ordem de Cristo e da história secular do território onde se inscreve o município de Tomar.

  • Moagem Sampaio

    Moagem Sampaio

    Propriedade da Câmara Municipal de Sesimbra e sob gestão do Museu Municipal, a Moagem de Sampaio é um núcleo museológico dedicado à moagem de cereais e o primeiro a dar visibilidade à ruralidade do Concelho.
    A intenção de conservação in situ e musealização do contexto industrial da unidade dá os primeiros passos em 1993 com a aquisição de parte da maquinaria de moagem face à eminência da sua venda para sucata. Segue-se uma intervenção levada a cabo em 2001/2002 que permitiu evitar a ruína do edifício, pela consolidação da estrutura da cobertura, do soalho e das alvenarias. Em 2008 inicia-se a reabilitação do edifício, substituindo elementos estruturais da cobertura e dos soalhos, recorrendo a mão-de-obra especializada local, a par do levantamento e inventariação precisa do edifício e estruturas anexas e também de toda a maquinaria ligada à actividade. Igualmente procede-se à recolha de toda a documentação dispersa pelo edifício e que hoje constitui o Fundo Documental Moagem de Sampaio, disponível para consulta na Divisão de Arquivo e Gestão Documental da Autarquia. Em Junho de 2009 o motor Stockport retorna ao seu local de origem, dando-se início à sua conservação, feita por Francisco Moura, maquinista do motor a vapor Farcot da Fábrica da Pólvora de Vale Milhaços (Ecomuseu Municipal do Seixal). Segue-se a conservação de todas as restantes máquinas transformadoras e máquinas ferramentas, levada a cabo pela mesma pessoa. A 14 de Abril de 2010 a Autarquia vê aprovada a candidatura previamente apresentada à Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal (ADREPES) que apoia o projecto por meio de Fundos do Programa para o Desenvolvimento Rural (PRODER). Da investigação entretanto conduzida e dos contactos estabelecidos com a comunidade, surge um projecto paralelo, fruto da tomada de consciência relativa à importância da moagem de cereais em Sesimbra, e que vem a dar corpo à publicação “Engenhos de Moagem de Cereais no Concelho de Sesimbra”, apoiada pela mesma entidade no âmbito do PRODER. No mesmo ano consolida-se o Programa Museológico para o sítio e até ao final de 2011 produz-se o Projecto Museográfico, da responsabilidade do Museu Municipal e da F. Costa, Oficina de Museus. Em 2012 arrancam as obras de reabilitação e refuncionalização da Moagem, adaptando-a às suas novas funções mas observando critérios relacionados com a construção tradicional, como a utilização de argamassas à base de cal e revestimentos tradicionais também à base de cal. Ao mesmo tempo implementam-se os suportes museográficos e termina-se a conservação da maquinaria.
    A Moagem de Sampaio inaugura ao público a 25 de Abril de 2013, concorrendo assim para dar cumprimento às competências da Autarquia em matéria de salvaguarda, valorização e divulgação do património.

  • Câmara Municipal de Santa Comba Dão

    Câmara Municipal de Santa Comba Dão

    O município de Santa Comba Dão, localizado na zona sul do distrito de Viseu, foi pioneiro, no início do século XX, na produção elétrica e na modernização tecnológica da região. Com efeito, ao passo que em muitos concelhos a produção e distribuição de eletricidade foi obra de várias entidades privadas, no concelho de Santa Comba Dão foi a própria Câmara Municipal a encetar o processo de eletrificação.
    Desde a construção do edifício para a central, à inauguração da eletricidade na vila e lugar da Estação, e a todos os projetos de eletrificação que se foram realizando desde 1929 até finais dos anos 70 do século passado, a Câmara Municipal teve parte ativa e o edifício da Central, lugar de destaque.
    Atualmente pretende-se, por uma lado, preservar o edifício e todo o equipamento original que se encontra no seu interior para memória futura, visto constituírem marcos importantes na história do concelho, no seu desenvolvimento económico e social, dando-se, assim, o devido reconhecimento à comunidade que vê que a memória e o legado dos seus antepassados não foram esquecidos. Por outro lado, a zona envolvente dos Aldrógãos, onde se situa a Central Termoelétrica, tem vindo a ser objeto de ações de requalificação e melhoramentos urbanísticos, inserindo-se a musealização da Central num projeto de valorização contínua do património do concelho e promoção de uma cultura para a educação patrimonial.